POLÍCIA DESARTICULA ESQUEMA DE LAVAGEM DE DINHEIRO E APREENDE CARRO DE LUXO
A Operação intitulada de Cavalo de Aço foi deflagrada pela Polícia Civil de Sergipe e resultou na desarticulação de um grupo investigado por lavagem de dinheiro, estelionato e falsidade ideológica.
A ação foi coordenada pela Divisão de Narcóticos da Delegacia Regional de Estância, com apoio do Núcleo de Recuperação de Ativos (NRA), Divisão de Inteligência Policial (Dipol), Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais de Aracaju (Depatri) e da Delegacia de Aquidabã.
A operação cumpriu mandados judiciais em Sergipe e no Estado do Mato Grosso do Sul. As medidas, autorizadas pelo Núcleo de Garantias de Aracaju, incluíram buscas e apreensões, bloqueio de contas bancárias, sequestro de bens de luxo e retenção de passaportes dos principais investigados.
As investigações tiveram como foco a aquisição e a ocultação de uma Lamborghini, modelo Huracán EVO, avaliada em R$ 3,8 milhões. Durante o cumprimento das ordens judiciais, equipes da Coordenadoria-Geral de Perícias (Cogerp) realizaram a coleta de materiais e dispositivos eletrônicos que passarão por análise técnica.
Segundo a Polícia Civil, o veículo era ostentado em Estância, no Sul de Sergipe, por um dos investigados, mas pertenceria, de fato, a outro integrante do grupo, que acumula dívidas judiciais superiores a R$ 4 milhões e utilizava terceiros para esconder o patrimônio.
A apuração identificou um sofisticado esquema de movimentação financeira. Um dos investigados, que declarava renda mensal de aproximadamente R$ 3 mil, movimentou mais de R$ 12,5 milhões em sua conta bancária em curto período e foi apontado como responsável pelo pagamento de R$ 3,1 milhões ao vendedor original da Lamborghini.
Os policiais também identificaram empresas sem atividade econômica compatível com os valores movimentados. De acordo com a investigação, milhões de reais circulavam por contas empresariais sem lastro financeiro lícito aparente, em uma estrutura criada para dificultar o rastreamento dos recursos.
A quebra de sigilo telemático revelou novos indícios da verdadeira propriedade do veículo. Entre os elementos reunidos pela investigação está um comprovante de compra de uma peça específica para a Lamborghini, vinculando diretamente um dos investigados à manutenção e ao uso do automóvel.
Para dificultar a localização do patrimônio, o carro foi transferido para outro Estado e registrado em nome de uma empresa criada poucos dias antes da negociação, ligada a pessoas investigadas por tráfico de drogas. Além da Lamborghini, a operação resultou na apreensão de um Camaro amarelo, uma Dodge Ram, outros bens de luxo e no bloqueio de imóveis de alto padrão em Sergipe.
Por determinação da Justiça, também foram congeladas contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas para garantir eventual reparação de danos às vítimas. Os passaportes de dois dos principais alvos foram apreendidos em razão do risco de fuga para o exterior.
As investigações continuam com a análise dos materiais apreendidos e a coleta de novos depoimentos para identificar outros beneficiários do esquema e a origem dos valores movimentados pelo grupo.
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