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PC PRENDE NO MARANHÃO INVESTIGADO POR GOLPE CONTRA CANTORA SERGIPANA

A Polícia Civil de Sergipe, por meio do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), com apoio da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol/PCSE) e da Polícia Civil do Maranhão, cumpriu um mandado de prisão preventiva contra um homem investigado por aplicar um golpe de mais de R$ 150 mil em uma cantora sergipana. A prisão ocorreu no município de Imperatriz (MA).

A investigação teve início em julho de 2025, após a vítima procurar o Depatri e relatar que havia firmado um contrato para um suposto projeto musical que prometia impulsionar sua carreira artística. Ao longo das diligências, os policiais constataram que o investigado utilizava um elaborado esquema de fraude para convencer a vítima a realizar sucessivas transferências bancárias.

Conforme foi apurado pela polícia, o suspeito se apresentava como empresário do ramo musical e demonstrava grande capacidade de persuasão. Ele convencia as vítimas de que conduzia um projeto artístico legítimo e criava toda uma estrutura para transmitir credibilidade, envolvendo inclusive profissionais que também acreditavam na proposta e que, posteriormente, também foram identificados como vítimas.

Durante a apuração, a Polícia Civil verificou que o investigado constituiu uma empresa de fachada para dar aparência de legalidade às negociações e apresentava comprovantes de transferências bancárias falsificados, simulando aportes financeiros que nunca eram efetivamente realizados. Com isso, mantinha a confiança da vítima e induzia a realização de novos pagamentos.

As investigações apontam que a cantora permaneceu durante meses acompanhando o suposto desenvolvimento do projeto, inclusive realizando viagens e reuniões relacionadas à carreira artística, sem que qualquer produção prometida fosse concretizada. O prejuízo apurado chega a R$ 500 mil.

O investigado chegou a simular a aquisição de bens de alto valor, como um ônibus destinado ao projeto artístico, com o objetivo de reforçar a falsa imagem de solidez financeira e manter a vítima convencida da veracidade dos investimentos.

Diante dos elementos reunidos durante a investigação, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado, medida deferida pelo Poder Judiciário de Sergipe.

O investigado permanece à disposição da Justiça, e o Depatri prossegue com as investigações para verificar a existência de outras possíveis vítimas e de novos fatos relacionados à atuação do suspeito.

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